Contexto da Operação Resgate
Recentemente, o Ministério Público do Paraná (MPPR) revelou informações sobre uma operação chamada Resgate, que foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Campo Largo. Esta ação foi deflagrada na manhã do dia 17 de setembro de 2026, com o objetivo de investigar alegações de desvio de recursos, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros que envolvem uma ONG que atua na proteção animal.
A instituição alvo da operação é o Instituto SOS 4 Patas, cujo foco é a proteção de animais em situação de vulnerabilidade na Região Metropolitana de Curitiba. A figura central da investigação é Mariane Aparecida Mazzon, conhecida como Mari Mazzon, que também é candidata a deputada estadual no Paraná.
As ações durante a operação incluíram a execução de nove mandados de busca e apreensão em imóveis relacionados à ONG em Campo Largo e Curitiba, além do bloqueio de bens dos investigados até o valor total de R$ 1,6 milhão.

Suspeitas de Desvio de Recursos
De acordo com o MPPR, há suspeitas de que a diretoria e o conselho fiscal da ONG SOS 4 Patas são compostos por membros da mesma família, o que levanta questões sobre possíveis conflitos de interesse e gestão inadequada. A investigação sugere que uma parte significativa dos fundos arrecadados, oriundos de doações e promoções, possa ter sido inequivocamente desviada para contas pessoais da diretora executiva.
As alegações incluem a utilização inadequada dos recursos da ONG para cobrir despesas pessoais, configurando uma violação das normas que regem as organizações não governamentais. Além disso, o MPPR investiga indícios de lavagem de dinheiro e eventuais fraudes relacionadas aos sorteios realizados para arrecadação.
A Resposta do Instituto SOS 4 Patas
Após a realização da operação, o Instituto SOS 4 Patas se manifestou publicamente através de suas redes sociais, anunciando que se sentia “cansado” de lidar com perseguições e ataques enquanto tentava cumprir sua missão de resgatar animais. No comunicado, a organização manifestou a intenção de encerrar suas atividades, afirmando que não realizará mais resgates, concentrando seus esforços na busca por lares temporários e adoções para os animais que já estão sob sua responsabilidade.
Até o presente momento, a entidade afirma ter realizado 3.648 resgates e 1.965 adoções desde o ano de 2021. Nos anos de 2025 e 2026, 1.521 animais foram resgatados em várias localidades, e atualmente, 642 animais ainda permanecem sob os cuidados da ONG.
Impacto na Comunidade Local
A eventual suspensão das atividades do Instituto SOS 4 Patas gera preocupações na comunidade local, uma vez que muitos dependem da assistência da entidade. Com 642 animais sob sua responsabilidade, o Instituto urgentemente busca formas de garantir a alimentação, os cuidados médicos e a hospedagem necessários para os animais.
Em sua declaração, a ONG ressaltou que a responsabilidade pela situação dos animais resgatados deve ser compartilhada com os municípios de onde eles foram retirados. O Instituto afirmou que está considerando notificar as prefeituras para que assumam parte da responsabilidade e proponham soluções de acolhimento adequadas.
Sobre os Animais Resgatados
A realidade dos 642 animais que ainda estão sob os cuidados do Instituto SOS 4 Patas é crítica. A ONG detalha que esses animais necessitam urgentemente de ração, cuidados veterinários, medicamentos e até mesmo fisioterapia. Os custos associados a esses cuidados são significativos, e a falta de apoio pode comprometer não apenas a saúde dos animais, mas também seu bem-estar geral.
A Reação do Ministério Público
A atuação do MPPR, que leva a cabo as investigações, reflete uma preocupação mais ampla com a gestão das ONGs de proteção animal no estado. O desvio de verbas não apenas prejudica a missão dessas organizações, mas também ameaça a segurança e o bem-estar dos animais que dependem de suas atividades. Enquanto o inquérito prossegue em segredo de Justiça, o MPPR afirma que novos desdobramentos poderão surgir a qualquer momento.
O Que Espera a ONG Agora?
O futuro do Instituto SOS 4 Patas é incerto. Com o encerramento das atividades de resgate e a necessidade urgente de cuidados para os animais sob sua tutela, a ONG precisa urgentemente encontrar soluções que garantam a permanência dos animais em ambientes seguros. A busca por lares temporários e adoções torna-se cada vez mais prioritária, e a entidade espera contar com a mobilização da comunidade para auxiliar nessa tarefa.
A Importância da Proteção Animal
A situação apresentada traz à tona discussões sobre a importância da proteção animal e da responsabilidade das ONGs que atuam nessa área. É fundamental que essas instituições mantenham integridade em sua gestão e que sejam transparentes em suas ações, para não comprometer a confiança da comunidade e dos doadores. Os animais em situação vulnerável dependem de um sistema de proteção que seja eficaz e justo.
Mobilização da Comunidade
A comunidade local desempenha um papel vital nesse momento desafiador. O Instituto SOS 4 Patas aproveita a oportunidade para pedir a colaboração da população, tanto no apoio à adoção de animais quanto na doação de suprimentos e serviços que possam beneficiar os diversos animais sob seus cuidados. A oração e o apoio da sociedade são essenciais para assegurar que esses 642 animais não fiquem desamparados.
Próximos Passos na Investigação
O andamento das investigações sobre as atividades do Instituto SOS 4 Patas deverá prosseguir sob a supervisão do MPPR. O inquérito busca esclarecer as alegações de desvio de recursos, bem como identificar possíveis responsabilidades legais de indivíduos e entidades envolvidas. Com a continuidade da análise e possível apresentação de evidências, o caso poderá seguir para sua fase judicial, onde as implicações legais serão definidas.
Enquanto isso, a situação dos animais permanece em estado crítico e a pressão sobre a entidade aumenta. Enfrentando a necessidade urgente de suporte, o Instituto aguarda a colaboração e a conscientização da comunidade para garantir o bem-estar dos animais resgatados.


