Sessão da Câmara de Campo Largo tem debates sobre reajustes e usina de asfalto

Sessão da Câmara de Campo Largo Discussa Reajustes e Usina de Asfalto

No dia 18 de maio de 2026, a Câmara Municipal de Campo Largo teve uma sessão bastante movimentada, onde diversos temas foram abordados, incluindo os reajustes salariais do funcionalismo público e do alto escalão do Executivo. Além disso, houve questionamentos sobre a usina de asfalto da cidade e uma repercussão relacionada a um ofício do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) sobre uma ocorrência que envolveu um vereador na UPA municipal, que está sendo apurada internamente.

Temas em Debate

Os assuntos em destaque foram variados. Primeiramente, foi debatida a aprovação do reajuste salarial para os servidores públicos municipais. Além disso, houve um projeto que previa a recomposição inflacionária para o prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, que foi retirado de pauta. A convocação do secretário responsável pela usina de asfalto também foi um ponto de discussão.

Aprovação do Reajuste Salarial

O vereador Victor Bini, líder do governo, defendeu que o reajuste salarial dos servidores públicos foi feito de forma a garantir não só a recomposição inflacionária, mas também um ganho real. Ele ressaltou a importância dos servidores, que, segundo ele, desempenham um papel crucial no funcionamento da cidade.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como base para o reajuste, foi divulgado no dia 12 de maio de 2026. Dessa forma, Bini argumentou que a urgência na aprovação do projeto se justifica para que os novos valores possam ser aplicados já na folha salarial deste mês, garantindo um aumento de 5,89%, que foi aprovado pelo plenário.

Retirada do Projeto de Reajuste ao Alto Escalão

Inicialmente, também estava na pauta um projeto que previa um reajuste de 6,98% para o prefeito, vice-prefeito e secretários, com base na inflação acumulada pelo IPCA entre janeiro de 2025 e abril de 2026. O projeto determinava que os efeitos financeiros seriam retroativos a 1º de maio de 2026.

No entanto, durante a discussão, o vereador Gustavo Torres levantou preocupações sobre a legalidade do projeto devido à legislação aprovada em 2024, que estipulava que o reajuste do alto escalão deveria seguir o mesmo índice concedido aos servidores. Assim, o presidente da Câmara, Alexandre Guimarães, decidiu retirar o projeto da pauta para análise das comissões permanentes.

Discussão sobre a Usina de Asfalto

Outro ponto que gerou bastante polêmica foi a situação da usina de asfalto de Campo Largo. O vereador Gustavo Torres solicitou informações sobre o funcionamento da usina e seu impacto financeiro. Uma proposta de convocação do secretário para prestar esclarecimentos a respeito foi colocada em votação, mas foi rejeitada com 13 votos contra e 2 a favor. Durante as considerações pessoais, o vereador Sensei Clóvis afirmou que havia cometido um erro ao votar.

Gustavo Torres expressou sua insatisfação com a rejeição do requerimento e reiterou a importância do funcionamento adequado da usina, que, segundo ele, está parada há três anos. Ele pediu que o secretário comparecesse em uma reunião das comissões, onde suas respostas pudessem ser gravadas para posterior uso.

Resposta e Prontidão da Comissão de Obras Públicas

O vereador Genésio da Vital, que preside a comissão de Obras Públicas, ressaltou que já havia solicitado informações sobre a usina e que a secretaria havia respondido com dados técnicos. Ele informou que esses documentos estão disponíveis no sistema da Câmara, sob o protocolo 4073/2026, e que o secretário foi convidado para comparecer à Câmara.

Posições Finais dos Vereadores

O vereador Victor Bini confirmou ter conhecimento das respostas enviadas pela secretaria e destacou que o processo de apuração envolve 38 páginas de laudos e justificativas ambientais do município e do Estado. Ele defendeu a importância de buscar um diálogo e informações técnicas antes de levar questões ao plenário.

O vereador Athos Martinez também se manifestou e explicou que uma das justificativas para a inatividade da usina é a proximidade de residências em um raio inferior a 500 metros. Segundo ele, o trabalho das secretarias de Obras e de Meio Ambiente é fundamental, e a documentação apresentada responde adequadamente às preocupações levantadas.

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