Quatro cidades da Grande Curitiba estão entre as dez com menor taxa de assassinatos do Paraná, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, da MySide. Pinhais, Campo Largo, Fazenda Rio Grande e Colombo integram a classificação.
Esta é a quarta edição do estudo, que utiliza dados de 2025 para comparar municípios. O anuário também apresenta rankings estaduais e nacionais.
O recorte paranaense considera municípios com mais de 100 mil habitantes. As quatro cidades metropolitanas aparecem ao lado de outros municípios do estado na lista.

A classificação se baseia na violência letal e não abrange todas as ocorrências relacionadas à segurança. O levantamento utiliza registros de mortalidade e dados populacionais para calcular o indicador.
Posições das cidades da Grande Curitiba no ranking paranaense
Entre as cidades metropolitanas, Pinhais ficou em 4º lugar, com taxa de 10,7 assassinatos por 100 mil habitantes. Campo Largo ocupou a 7ª posição, com índice de 13,1.
Fazenda Rio Grande apareceu em 8º lugar, com taxa de 15,0, enquanto Colombo ficou na 10ª posição, com 16,4. O índice de Fazenda Rio Grande foi igual ao de Londrina, que ocupou o 9º lugar no Paraná.
Umuarama, Toledo e Apucarana lideraram a classificação estadual, com taxas de 8,9, 9,3 e 10,4, respectivamente. No ranking da segurança na Grande Curitiba, as quatro cidades ficaram abaixo da média paranaense de 17,0; entre os estados, o Paraná ocupou a 7ª posição, e Santa Catarina liderou, com 7,7.
Como o anuário calcula a segurança e o que o indicador não mede
O Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026 calcula a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes a partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e de informações populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recorte estadual considera municípios com mais de 100 mil habitantes, critério adotado para dar confiabilidade estatística à comparação.
Os óbitos são contabilizados conforme o município onde a morte ocorreu. A MySide afirma que escolheu essa base para não depender dos balanços de criminalidade divulgados pelas secretarias de segurança e pelos governos locais.
O indicador mede a violência letal e não inclui roubos, furtos, ameaças nem casos de violência doméstica ou sexual sem morte. Assim, essas ocorrências não alteram a taxa usada para ordenar as cidades.
A sensação de segurança dos moradores e as diferenças entre bairros também ficam fora do cálculo. Por isso, no anuário, a expressão “mais seguras” se refere às cidades com menores taxas de assassinatos, e não a uma avaliação completa da segurança local.


