Congestionamentos na BR-277 afetam motoristas e passageiros em Campo Largo
No dia 28 de julho de 2026, motoristas e usuários de transporte público enfrentaram longas esperas na BR-277, entre Curitiba e Campo Largo. Essa situação gerou uma onda de queixas, especialmente entre aqueles que passaram mais de duas horas esperando para voltar para casa.
O tráfego intenso começou após a interdição de uma faixa na rodovia, no quilômetro 135, no sentido Ponta Grossa, para remoção de um veículo acidentado. De acordo com informações da Via Araucária, a previsão era que a liberação ocorresse em cerca de 30 minutos, mas, conforme acompanhou nossa equipe, o trânsito só foi normalizado por volta das 17h25.
Reclamações dos usuários
Durante a tarde, muitos leitores relataram as dificuldades enfrentadas. Uma motorista comentou: “É um verdadeiro sofrimento. Desde às 17h20, levei quase duas horas para chegar em Campo Largo”. Outra pessoa destacou que esse transtorno faz parte da rotina diária: “É sempre a mesma coisa. Passo pela BR-277 todos os dias e, após um dia cansativo de trabalho, ainda enfrento filas enormes e um trânsito interminável. É exaustivo.”

Em particular, as dificuldades impactaram os usuários do transporte coletivo. Uma passageira relatou que ficou cerca de 2h20 dentro do ônibus. “Saí do Terminal Campina do Siqueira às 17h e cheguei em Campo Largo apenas às 19h20. O motorista não fez desvio, mesmo sabendo do congestionamento. Um ônibus que saiu depois conseguiu chegar antes, porque desviou por Campo Magro”.
Outra usuária mencionou que ficou imobilizada no trânsito enquanto seus familiares aguardavam no terminal. “Saí do Terminal às 17h e ainda estava no km 109. Minha filha já estava há 40 minutos esperando por mim. Às vezes, alguns ônibus chegam a Campo Largo, fazem o embarque e não retornam para Curitiba”.
Transtornos frequentes
Situações como a desta terça-feira não são raras, segundo os leitores. A ausência de acidentes não impede as longas filas e congestionamentos. “Quando ocorre um incidente, é compreensível, mas diariamente se forma um engarrafamento na subida do Parque do Mate sem explicação. É preciso implementar a terceira faixa ou retirar o radar”, sugeriu um motorista, cansado do trânsito constante.
Nota da Via Araucária
A concessionária Via Araucária se manifestou através de uma nota, esclarecendo que interdições na rodovia são às vezes necessárias devido a acidentes de trânsito, remoção de veículos de grande porte ou obras emergenciais, visando sempre a segurança dos usuários e das equipes de atendimento.
“Essas medidas são tomadas apenas quando indispensáveis e respeitam protocolos operacionais estabelecidos junto aos órgãos responsáveis, incluindo a Polícia Rodoviária Federal (PRF)”.
A empresa também afirmou que possui equipes e recursos prontos para atender ocorrências e liberar a pista rapidamente, priorizando sempre a segurança.
Em situações de complexidade maior, como a retirada de veículos de carga ou produtos perigosos, o tempo de resposta pode ser ampliado devido à necessidade de seguir procedimentos técnicos adequados para uma operação segura.
A Via Araucária possui bases operacionais distribuídas ao longo dos 473 quilômetros sob sua gestão, equipadas para prestar atendimento 24 horas por dia, incluindo ambulâncias e guinchos.
No que diz respeito às mudanças na capacidade da BR-277 na Região Metropolitana de Curitiba, há planos para a criação de faixas adicionais nos trechos já duplicados, com conclusão prevista entre 2029 e 2031, conforme o cronograma de concessão estabelecido.
Problemas regulares de tráfego
As queixas sobre o trânsito na BR-277 não são novidade, e muitos passam por essa situação diariamente. A alternância entre congestionamentos agudos em dias movimentados e o estresse causado pelas longas esperas revolta motoristas e passageiros igualmente.
As estratégias propostas pela Via Araucária podem ajudarmo na solução a longo prazo, mas o desafio imediato é recriar um fluxo de trânsito que não cause frustrações e dificuldades constantes aos usuários.
Enquanto isso, a população continua a aguardar por soluções que tornem as viagens menos estressantes e mais rápidas, em busca de uma vida diária mais tranquila.
Considerações finais
Questionado sobre o assunto, a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) ainda não enviou uma resposta, mas continua disponível a fim de esclarecer as questões envolvidas no transporte na região.
O episódio na BR-277 é apenas um entre muitos que refletem as dificuldades enfrentadas por motoristas e passageiros no trânsito metropolitano e a necessidade urgente de soluções eficazes para melhorar a mobilidade e a qualidade de vida na região.
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