Produtores de morango atendidos pela ATeG em Campo Largo buscam certificação

O papel da ATeG na certificação do morango

A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) desempenha um papel fundamental no apoio aos agricultores de morango em Campo Largo, Paraná. Essa orientação técnica é focada na preparação dos produtores para obter certificações que garantam boas práticas agrícolas e a qualidade do produto final. O trabalho realizado pela ATeG visa fomentar uma agricultura mais organizada e profissional, o que é crucial para atender às exigências do mercado.

Resultados em menos de dez meses

Nos primeiros dez meses de assistência, os produtores de morango da região já vislumbram resultados significativos. Até agora, 26 propriedades foram atendidas, e entre elas, 15 se dedicam à cultura do morango. Os agricultores estão em processo de adequação e aperfeiçoamento, com o objetivo de alcançar a certificação de boas práticas da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

Desafios enfrentados pelos produtores

Embora os ganhos sejam evidentes, os produtores enfrentam desafios para a certificação. Um dos principais obstáculos é a necessidade de cumprir com requisitos rigorosos que incluem o manejo seguro de pragas, controle ambiental e a rastreabilidade dos produtos. Esses requisitos demandam investimentos em infraestrutura, capacitação e um profundo conhecimento das práticas agrícolas recomendadas.

produtores de morango

Importância da rastreabilidade na produção

A rastreabilidade é uma das exigências para a certificação e representa um diferencial importante na produção de morangos. Ela permite que os consumidores saibam a origem dos produtos, aumentando a confiança e a transparência nos processos. Os produtores devem manter registros detalhados sobre as práticas agronômicas utilizadas, desde a plantação até a colheita e a comercialização.

Benefícios da certificação no mercado

Obter a certificação traz diversas vantagens para os produtores. Além de permitir o acesso a novos mercados com maior valor agregado, a certificação melhora a imagem dos produtos, resultando em preços mais altos. Como explicou o fiscal da Defesa Agropecuária, Aislan Macedo, um produto certificado pode ter um aumento de até 30% no seu preço, beneficiando diretamente o agricultor.

Capacitação e formação dos produtores

Os cursos e treinamentos promovidos pelo Sistema FAEP são essenciais para a formação dos agricultores. Esses programas não apenas transmitem conhecimento técnico, mas também promovem uma mudança de mentalidade entre os produtores. O engenheiro agrônomo Homero Amaral Júnior destacou que a formação é um passo importante para que os agricultores reconheçam a importância das boas práticas.

Histórias de sucesso em Campo Largo

A história da produtora Irene Kmiecik Jarek é um exemplo de sucesso. Com suas cinco mil plantas de morango cultivadas em estufas, ela já participou de todos os cursos oferecidos e acredita que a certificação abrirá novas oportunidades de mercado. Da mesma forma, Sidnei Iarek, que cultiva duas mil plantas, está investindo no turismo rural e na certificação, buscando atestar a qualidade de sua produção.

A relação entre qualidade e preço do produto

A qualidade do morango produzido em Campo Largo está intimamente ligada ao preço. Ao adotar boas práticas de cultivo e obter certificações, os produtores conseguem não apenas elevar a qualidade do produto, mas também justificar um preço superior no mercado. Isso implica em um retorno financeiro mais justo e sustentável em suas atividades.

Impacto da certificação na agricultura familiar

A certificação é um fator essencial para a agricultura familiar, pois ela promove a valorização do trabalho do pequeno produtor. O reconhecimento das boas práticas agrícolas não só melhora economicamente as propriedades, mas também proporciona dignidade e sustentabilidade às famílias envolvidas. A ATeG, nesse contexto, é uma aliada na transformação da agricultura familiar.

Expectativas para o futuro da produção de morango

O futuro da produção de morango em Campo Largo é promissor. Com o aumento do número de propriedades em busca de certificação e as melhorias visíveis na gestão e produção, as expectativas são de crescimento no setor. Os esforços conjuntos entre a ATeG, FAEP e os produtores poderão resultar em um movimento significativo rumo à profissionalização e competitividade da olericultura local.

Deixe um comentário